<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8510630146588957382</id><updated>2011-07-08T07:45:20.223-07:00</updated><title type='text'>Andando na Linha</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://azoaraiguedecorda.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8510630146588957382/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azoaraiguedecorda.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Carlos Macêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00770270672507529720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_6VimxPE83rA/R2atS1nxNdI/AAAAAAAAAAg/8hc2eiEfiAY/S220/macedo'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8510630146588957382.post-5488964036638565581</id><published>2010-09-10T05:12:00.001-07:00</published><updated>2010-09-10T05:12:42.863-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ANDANDO NA LINHA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                    Carlos Macêdo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Dos desenhos às gravuras, anseio pelo auxílio indispensável do elemento fundamental para o ato expressivo, a linha, que industrializo com régua e compasso, ou que fabrico com a natural liberdade da artesania. Assim, da aparente irrealidade metafísica vem à matéria, o discurso imagético. Na solidão do embate, tentamos nos vencer, a obra e eu, quando finalmente caio por terra, ela se realiza vitoriosa, levando em cada mínimo segmento de linha a emoção da vida inteira. Medos, incertezas, ânsias estão lá construindo o percurso do desenho, de mãos dadas com o sonho, com a determinação do fazer e a ilusão de que está feito.   &lt;br /&gt;            Assumo a obssessão compulsiva na materialização das idéias enquanto que desde a infância até aqui me acompanha. Creio na importância da linha como fronteira imprescindível entre as formas e o resto do mundo, registro a emoção de cada trabalho no momento em que estou mais envolvido e que o coração bate mais forte. Para isso meço a minha pressão arterial no instante mais emocionante  da realização e intitulo cada desenho com os números obtidos. Assim, os trabalhos têm o nome dos meus sentimentos, nome este composto pelos números revelados no visor do aparelho de pressão com que trabalho ao lado.&lt;br /&gt;         Ao me debruçar sobre o papel com os olhos que mais lembram alguém aterrorizado diante da morte, construo, linha a linha, as formas que nascem na angústia primária da criação. Cada traço tem seu temperamento, na medida em que logra manter sua orgulhosa identidade, repleta de defeitos e virtudes. Eventuais falhas de acabamento não podem, não devem ser corrigidas, fazem parte da obra, constituem-na, são testemunhas insubstituíveis da humanidade fazedora de coisas que me afeta.   &lt;br /&gt;         Generosa divisa que empresta identidade visual às coisas é a linha tênue, determinada em seu circuito, que permite a distinção entre os objetos e lhes dão caráter expressivo no acidente de sua materialidade.  A maior surpresa, contudo, é de que não sou eu, mas ela quem me desenha, simples e silenciosa na cópia integral de minhas emoções.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8510630146588957382-5488964036638565581?l=azoaraiguedecorda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://azoaraiguedecorda.blogspot.com/feeds/5488964036638565581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8510630146588957382&amp;postID=5488964036638565581' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8510630146588957382/posts/default/5488964036638565581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8510630146588957382/posts/default/5488964036638565581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://azoaraiguedecorda.blogspot.com/2010/09/andando-na-linha-carlos-macedo-dos.html' title=''/><author><name>Carlos Macêdo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00770270672507529720</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_6VimxPE83rA/R2atS1nxNdI/AAAAAAAAAAg/8hc2eiEfiAY/S220/macedo'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
